Educação infantil: como lidar com os principais desafios?

educação infantil apresenta muitos desafios para a família, pois as crianças aprendem constantemente, antes mesmo de aprenderem a ler e a escrever. Nesse sentido, a responsabilidade educacional dos pais muitas vezes é misturada com as funções que a escola deve desempenhar, dificultando a união entre as duas esferas.

Assim, tanto a família quanto a escola encontram dificuldades diárias. Esses conflitos precisam ser superados com ações estratégicas a fim de proporcionar cuidado, bem-estar e boa educação aos pequenos. Mas como é possível investir nessas ações de maneira efetiva?

Neste artigo, dividimos as informações sobre o papel dos pais e o papel da escola na educação infantil. Também explicamos os melhores meios de superar os desafios sem colocar em risco a aprendizagem de seus filhos.

Qual o papel dos pais na educação infantil?

Para compreender a responsabilidade da família em relação à educação infantil, precisamos retomar a construção histórica das escolas. Até pouco tempo, havia grande distanciamento entre os pais e as instituições. Isso porque para que os professores pudessem ensinar corretamente os alunos, eles deveriam permanecer isolados do contexto familiar.

Com o surgimento da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996, a escola passou a ter função socializadora, devendo intervir no desenvolvimento individual dos alunos, considerando os contextos sociais e culturais deles. Isto causou divergência em relação aos métodos de ensino, visto que a escola era considerada responsável apenas pela aprendizagem técnica e científica, enquanto a responsabilidade de introdução à formação social era da família.

Pensando nisso, qual é a diferença entre os papéis da escola e da família, sendo que as instituições de ensino têm a obrigação legal de implementar estratégias de socialização?

Qual é a diferença entre os papéis da escola e da família?

Esta pergunta foi e ainda é uma das mais comuns entre os pais. Mas, não apresenta uma única resposta. Ainda que as funções tenham sido unificadas, existem tarefas que cada responsável deve realizar.

Por exemplo, a escola desempenha um papel fundamental no desenvolvimento escolar e acadêmico de seus alunos, oferecendo conteúdos importantes em relação a temas básicos de aprendizagem, como matemática, ciências e história. Ainda, ela tem função de fortalecer o pensamento crítico dos pequenos, buscando a conscientização das questões ambientais e sociais que fazem parte de nossa realidade.

Todo o processo, entretanto, deve acontecer por meio de atividades lúdicas que despertam o pensamento crítico de modo natural. Na educação infantil não há objetivo de promover a aprendizagem intensa de conteúdos necessários para nosso dia a dia. Mas, sim, de proporcionar conhecimento de aspectos culturais e sociais que se fazem presentes nessa etapa do desenvolvimento.

Bom, isso significa que os pais devem propor ações relacionadas ao desenvolvimento emocional e da personalidade dos pequenos, certo? Se você acredita que sim, acertou em cheio! É responsabilidade dos pais, no cenário da educação infantil, desenvolver valores e princípios que corroboram com suas formas de pensamento e que contribuem para a criação de uma realidade mais saudável.

Por isso, a família deve, primeiro, conhecer quais são as missões e os objetivos da escola para identificar se estão realmente de acordo com seus próprios valores, aumentando a interação entre os pais e a instituição, ao mesmo tempo em que favorece o diálogo aberto e saudável entre as duas partes.

Como lidar com as emoções das crianças?

Como vimos, a família deve investir na aprendizagem da inteligência emocional dos filhos, auxiliando-os na compreensão da importância dos princípios e valores que cada um de nós deve carregar em si. Mas, é importante reconhecer que isso envolve uma série de dificuldades em relação ao desenvolvimento da criança, pois os pequenos ainda estão conhecendo suas emoções e aprendendo a lidar com elas.

A inteligência emocional é externalizada e transmitida pela capacidade de reconhecer os próprios sentimentos, pensamentos e emoções, bem como de identificá-los nos outros, encontrando formas saudáveis de lidar com eles para melhorar nossa qualidade de vida. Na idade adulta, conseguimos compreender isso, mas como será que a criança percebe tais aspectos na realidade dela?

Um dos melhores exemplos é a birra infantil

birra é muito comum nas fases do desenvolvimento, mas que pode durar até a adolescência. Existem diversos fatores que envolvem o comportamento de teimosia entre as crianças. Mas, um dos que mais surte efeito no manejo saudável da situação, é a valorização dos sentimentos.

Quando o pequeno não se sente valorizado na relação com os pais, ele tende a apresentar comportamentos de birra a fim de testar os limites dos mais velhos e, é claro, conseguir o que deseja. Portanto, os pais devem compreender como os filhos estão se sentindo e fazê-los perceber que a experiência pode ser vivenciada de maneira mais leve e tranquila.

Em outras palavras, em vez de informar que ele não pode ser teimoso, você pode — e deve! — utilizar a situação como estratégia de aprendizagem, explicando que a frustração realmente é algo que incomoda, mas que ela pode ser resolvida com outros sentimentos, como a paciência e a empatia.

No entanto, não podemos deixar de dizer que a inteligência emocional dos pequenos é desenvolvida, principalmente, por meio da modelação e observação. Ou seja, as crianças aprendem a lidar com os sentimentos delas da mesma forma com que os adultos ao seu redor trabalham com eles.

Assim, prestar atenção nos comportamentos que você e as pessoas próximas a seus filhos apresentam ao enfrentarem uma situação desafiadora é uma das melhores estratégias para mostrar aos pequenos as formas saudáveis de lidar com vivências desconfortáveis. Isso colabora não só para a construção de um ambiente familiar saudável, como também para a autonomia da criança em entender sozinha como é possível manejar as próprias emoções delas.

Como lidar com a personalidade da criança?

educação domiciliar homeschooling mãe e filha lição de casa

Não há como falar sobre os desafios da educação infantil sem abordar a personalidade das crianças. Desde pequenos, aprendemos a lidar com tudo ao nosso redor, tanto os aspectos positivos quanto aqueles que geram frustração, ansiedade, estresse e desconforto em nosso dia a dia.

Se hoje sentimos todas essas emoções e conseguimos identificá-las, é sinal de que aprendemos o que elas são quando éramos pequenos e desenvolvemos estratégias para lidar com elas. São justamente essas técnicas que compõem nossa personalidade e criam o filtro que utilizamos para visualizar e vivenciar tudo o que acontece em nossas vidas.

Nesse sentido, as crianças aprendem desde cedo a trabalhar com suas emoções, criando uma história de vida que desenvolve a personalidade delas — e que, vale ressaltar, pode ser trabalhada em qualquer momento da vida caso gere desconfortos.

Então, o que acontece quando elas ingressam na escola?

Como o contexto familiar era protegido por pessoas conhecidas que auxiliaram na construção da personalidade delas, as crianças tendem a estranhar os ambientes escolares visto que ele é completamente modificado juntamente ao cotidiano dela: existem crianças diferentes, sentimentos novos e experiências nunca vivenciadas.

É justamente nesse momento que a criança começa a aprender sobre autoestima, autoconfiança e autorregulação, assim como descobre a importância das amizades e diminui a dependência dos pais para resolver os problemas delas, tanto pessoais quanto escolares.

Você lembra que comentamos que a personalidade pode ser transformada ao longo dos anos? Pois é, as experiências vivenciadas na escola provocam mudanças de comportamento e de pensamento nas crianças. Isso traz desafios para os pais que, muitas vezes, não sabem como lidar com essas transformações, sobretudo quando elas são questionáveis frente a seus valores familiares.

Para isso, existem estratégias que você pode lançar mão no dia a dia para ajudá-lo a lidar com as mudanças de personalidade, auxiliando a criança a compreender melhor as transformações dela. São elas:

  • investir no diálogo aberto, compreensivo e empático entre pais e filhos;
  • valorizar o sentimento das crianças para que elas desenvolvam empatia;
  • auxiliar as crianças nas tarefas escolares, buscando compreender as dúvidas que elas buscam solucionar e evitando a diminuição de sentimentos ao fracasso;
  • estimular a autonomia dos filhos para que eles consigam resolver os problemas escolares com confiança, mantendo-se presente para auxiliá-los em quaisquer situações;
  • conhecer como a escola lida com as diferenças entre os alunos para conferir se as ações estão de acordo com as estratégias de educação que você acredita.

Quais são os atuais desafios da educação infantil?

Diante das informações que apresentamos, é normal questionar-se sobre os principais desafios que a educação infantil traz aos pais. Para responder a essa pergunta, não podemos nos esquecer que as dificuldades encontradas estão sempre em interação com a realidade escolar e, portanto, relacionam-se com os aspectos mais básicos da aprendizagem.

Para aprofundar seu conhecimento, compartilhamos aqui os principais e mais impactantes desafios que as famílias — e, consequentemente, as escolas — enfrentam ao investir na boa educação infantil. Confira!

Falta de formação continuada de professores

O contexto de educação não é mais o mesmo de 20 ou 30 anos atrás. A diversidade vivenciada em nossa sociedade emerge no ambiente escolar e evidencia a necessidade da formação de pais e professores que contemple as características da educação infantil.

Em outras palavras, o trabalho com as crianças, tanto do ponto de vista familiar quanto do escolar, deve ser realizado considerando as diversidades que vivemos hoje em dia. Auxiliando os pequenos a compreenderem a importância da empatia e solidariedade, além de ensinar maneiras de comunicação não-violenta e, é claro, a relevância do ensino acadêmico.

Mas, então, onde está o problema nesse cenário? A resposta é bem simples: há pouco investimento na formação continuada de professores. Então, com educadores que não sabem como manejar situações de diversidade nas escolas, é mais difícil desenvolver conteúdos como cultura, sociedade e cidadania, não é verdade?

Portanto, o conflito entre as funções da educação familiar e educação escolar emerge, fazendo com que os pais encontrem mais desafios para encontrar uma escola que trabalhe não só os temas básicos de aprendizagem, mas também os aspectos culturais e sociais que são fundamentais para o desenvolvimento intelectual delas.

Diálogo enfraquecido entre a escola e a família

Você lembra que comentamos sobre a importância do diálogo aberto e saudável entre a família e a instituição de ensino? Então, a união destas duas esferas contribui para o desenvolvimento saudável de seus filhos, auxiliando-os no manejo de suas emoções, no fortalecimento da autonomia e na aprendizagem ativa sobre conteúdos básicos das escolas.

Mesmo com tamanha importância, existe um enfraquecimento no contato entre pais e escola, porque a escassez de tempo em função de rotinas corridas, dificulta a participação dos primeiros na vida escolar dos filhos. Para complementar essa situação, as escolas também apresentam dificuldade em investir em estratégias eficientes para a presença dos pais nesse contexto.

Qual é a consequência de tudo isso? Propostas educacionais divergentes e alunos que não se desenvolvem saudavelmente nos campos da aprendizagem e, também, das questões pessoais. É por isso que todos devem pensar em estratégias que aproximam suas atuações contribuem a fim de contribuir para o desenvolvimento saudável dos pequenos.

Dificuldade em alinhar tecnologias e ensino tradicional

As tecnologias fazem parte da realidade dos pequenos e são um fator fundamental na formação da personalidade deles. E, quando utilizadas da maneira correta auxiliam os pais e a escola no desenvolvimento infantil.

Entretanto, em muitas escolas, há falta de recursos tecnológicos. E, em casa, alguns pais não conseguem impor limite ao uso de eletrônicos. Assim, os benefícios da tecnologia na educação infantil não são bem aproveitados.

Portanto, cabe aos pais determinar o limite no uso da tecnologia em casa, sobretudo em relação à determinação do horário de estudos, para que a criança desenvolva a capacidade de autorregulação e resistência à frustração, aprendendo a lidar, de maneira autônoma, com celulares, tablets e smartphones dentro e fora da sala de aula.

Implementação de estratégias para manter a atenção das crianças

No que diz respeito às ações pedagógicas, uma das atividades que mais trazem desafios na prática profissional é o desenvolvimento de estratégias que envolvem as crianças. Com as inovações tecnológicas e a ampla disseminação de informações, os alunos tendem a desviar o foco com mais facilidade.

Somada a isso, a falta de recursos na escola dificulta o trabalho de professores e pedagogos em alinhar as tecnologias ao ensino tradicional.

Por isso, é importante o papel da família na educação infantil. Os pais devem auxiliar os filhos nas tarefas de casa, bem como participar das reuniões escolares para, junto com a instituição de ensino, desenvolver estratégias que envolvam as crianças e, assim, fortalecer o processo de aprendizagem.

Quais problemas podem ocorrer?

Como você pôde perceber, existe uma série de desafios para a atuação conjunta dos pais e da escola na educação infantil, sendo esperável, então, que surjam ações que problematizam ainda mais o desenvolvimento da criança. Consequentemente, a desmotivação dos pais, da instituição de ensino e dos pequenos eleva-se.

Listamos, aqui, os principais problemas que surgem a partir dos desafios vivenciados por todos no contexto educacional:

  • os pais têm dificuldade em identificar o equilíbrio entre autonomia e autoridade no ensino dos filhos;
  • a família não consegue estimular o interesse pela educação desde pequeno, sobretudo relacionado à leitura e estudos autônomos;
  • a escola tem dificuldade em implementar atividades lúdicas que prendem a atenção dos alunos;
  • as crianças ficam desmotivadas com os estudos, sobretudo em ambientes de ensino autoritário;
  • os pequenos podem desenvolver dependência dos pais e desinteresse pela aprendizagem.

Como resolver os problemas?

criança agressiva como lidar mãe abraçando filha

Solucionar problemas nunca é uma tarefa fácil, concorda? É preciso dedicação e planejamento bem estruturado para assegurar a identificação dos pontos fortes e fracos do ensino. Nesse sentido, tais desafios são superados em ações conjuntas entre os pais e os educadores.

O primeiro passo para solucioná-los é centrar toda a atenção nos pequenos. Isso mesmo, é preciso desenvolver o planejamento com base nas necessidades que seus filhos apresentam, identificando quais são as dificuldades deles e os fatores responsáveis por esses impasses.

Assim, é possível perceber o que origina os desafios e, então, montar um planejamento que atue de maneira eficaz na resolução desses problemas. Para isso, os pais precisam investir na comunicação ativa com os filhos. E, assim, criar laços de confiança para que eles se sintam confortáveis em compartilhar os desejos e dificuldades em relação à escola.

Além disso, a família e a instituição de ensino devem estimular a criatividade dos pequenos, oferecendo a possibilidade de desenvolvimento da autonomia e, é claro, a valorização das ações de aprendizagem. Por fim, é importante ressaltar que os pais devem participar ao máximo das atividades escolares, como reuniões, eventos e auxílio para a realização das tarefas de casa.

Quais as tendências da educação infantil?

Você já deve ter percebido que a ação conjunta entre os pais e a escola é um ponto fundamental para garantir o bom aprendizado de seus filhos, não é verdade? Uma excelente forma de aprimorar a comunicação entre as instituições familiar e escolar é conhecer as principais tendências que a educação infantil segue no momento.

Assim, você descobre quais são as estratégias de aprendizagem mais utilizadas pelos educadores. Para isso, separamos as melhores tendências, acompanhe:

  • ensino personalizado e colaborativo para estimular a autonomia e a solidariedade;
  • aulas ao ar livre, buscando aprimorar o contato com a natureza e fortalecer a consciência ambiental;
  • aulas de arte para estimular a criatividade e valorizar as ações próprias dos alunos;
  • utilização da tecnologia de forma responsável e alinhada ao ensino tradicional;
  • implementação de horários flexíveis e período integral para auxiliar os pais que têm rotinas corridas;
  • ensino bilíngue, buscando fortalecer o conhecimento em relação à globalização e promover melhores oportunidades profissionais no futuro.

Qual a importância da escola nesse momento?

educação infantil oferece a possibilidade de desenvolvimento saudável para as crianças, auxiliando no fortalecimento da autonomia e da consciência em relação às questões sociais. É por isso que o papel da escola é fundamental nesse processo, tendo em vista sua função de formação crítica e social.

No início desse artigo, comentamos que os pais têm grande função na educação infantil: o fortalecimento da inteligência emocional das crianças e o ensino de valores e princípios que contribuem para o desenvolvimento da personalidade delas. A escola deve, então, potencializar tal trabalho e alinhá-lo aos conhecimentos de sala de aula.

No entanto, isso deve ser feito de forma lúdica para chamar a atenção dos pequenos, trazendo elementos sociais, culturais e afetivos de uma maneira totalmente acessível para a linguagem infantil. Daí a importância de a escola investir em treinamentos e capacitações para os educadores e pedagogos a fim de potencializar as estratégias de atuação deles.

Assim, as crianças aprendem a identificar os sentimentos e emoções delas, e se tornam conscientes em relação às questões sociais e ambientais, desenvolvendo sentimentos como empatia, solidariedade e compaixão — experimentados, inicialmente, com colegas, familiares e professores.

Quais os melhores processos para aprimorar a educação infantil?

Diante de todos os desafios vivenciados, surge a grande questão: como aprimorar a educação infantil? Vimos que as escolas buscam investir em tendências que auxiliam os educadores e os alunos a experienciarem, de maneira positiva, o processo de ensino-aprendizagem. Mas, os pais também têm um papel importante nessa realidade.

Isto porque existe uma série de atitudes que eles podem ter para garantir que a educação dos filhos aconteça da melhor maneira possível. Assim, além de promover o bom desenvolvimento deles, você consegue fortalecer sua própria relação com seus pequenos, criando um ambiente familiar que promove confiança e diversão.

Mas, então, quais são as melhores atitudes que os pais devem tomar para aprimorar a educação infantil? Se você ainda não sabe, não se preocupe!

Listamos as principais para você utilizar no dia a dia:

  • valorizar a criatividade dos filhos por meio de atividades lúdicas em casa, sobretudo relacionadas ao que eles estão estudando na escola;
  • fortalecer a autonomia deles na resolução de problemas, amparando-os sempre que necessário;
  • estreitar os laços com a escola e os educadores, buscando participar das ações institucionais;
  • conhecer o que os filhos estão aprendendo para acompanhá-los no processo de desenvolvimento;
  • valorizar os sentimentos e as emoções deles em relação às aulas, auxiliando-os a lidar com o sucesso e com o fracasso.
  • fazer parte de um clube de livro infantil, que além do incentivo à leitura, ofereça ferramentas para contribuir na educação da criança.

Leia mais no artigo sobre as vantagens de um clube de livro infantil.

Não há como negar: a educação infantil apresenta desafios para os pais. Estes, por sua vez, precisam montar estratégias saudáveis para participar do desenvolvimento de seus filhos. Além disso, é fundamental trabalhar com a escola para que a criança consiga fortalecer não só as competências intelectuais, como também as emocionais e comportamentais.